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GERAL (Buenas - Janeiro e Fevereiro 2008)

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PROZAC contra o desmatamento

Há pouco tempo, o presidente Lula disse que houve “alarde” na divulgação de dados do INPE sobre o desmatamento da Amazônia. Segundo nosso ilustríssimo presidente, não se pode culpar a diminuição da fronteira agrícola, nem os agricultores, nem o plantio de soja, nem os assentamentos dos Sem-Terra. Nas palavras de Lula: “não se pode culpar ninguém!”.

Obviamente, o presidente está colocando no mesmo rol o próprio governo, que vem perdendo a luta para o desmatamento da floresta mais importante do mundo.

Mas talvez ele esteja certo. O que acontece nos dias de hoje é que as árvores estão ficando deprimidas pela perca da sua importância e acabam cometendo suicídio: munidas de motoserras, cortam a si mesmas pela base, procurando cair sobre as outras para poupar trabalho.

Portanto, acreditamos que a solução para o desmatamento é bombardear as núvens com Prozac, dando as árvores uma boa dose deste anti-depressivo que certamente vai diminuir o desmatamento.

Ou podemos também começar a fazer o dever de casa, dando a importância devida a esse tema. Só que o órgão mais importante neste caso é o governo federal, este mesmo que acha que “não dá para culpar ninguém”.

Por Rafael Limberger
Site: www.capitalgaucha.com.br

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