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PROZAC contra o desmatamento
Há pouco tempo, o presidente Lula disse que houve “alarde” na divulgação
de dados do INPE sobre o desmatamento da Amazônia. Segundo nosso ilustríssimo
presidente, não se pode culpar a diminuição da fronteira agrícola, nem os
agricultores, nem o plantio de soja, nem os assentamentos dos Sem-Terra. Nas
palavras de Lula: “não se pode culpar ninguém!”.
Obviamente, o presidente está colocando no mesmo rol o próprio governo,
que vem perdendo a luta para o desmatamento da floresta mais importante do
mundo.
Mas talvez ele esteja certo. O que acontece nos dias de hoje é que as
árvores estão ficando deprimidas pela perca da sua importância e acabam
cometendo suicídio: munidas de motoserras, cortam a si mesmas pela base,
procurando cair sobre as outras para poupar trabalho.
Portanto, acreditamos que a solução para o desmatamento é bombardear as
núvens com Prozac, dando as árvores uma boa dose deste anti-depressivo que
certamente vai diminuir o desmatamento.
Ou podemos também começar a fazer o dever de casa, dando a importância
devida a esse tema. Só que o órgão mais importante neste caso é o governo
federal, este mesmo que acha que “não dá para culpar ninguém”.
Por Rafael Limberger
Site: www.capitalgaucha.com.br
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