Piazito, pés descalços
Bem antes do clarear o dia,
Buscando vacas à mangueira
Com verão ou invernia...
Fui piá, calça meia canela
Os pés, sempre duros de gelo.
Fui resgatando da vida campeira
Experiência para meus peçuelos.
Depois das lides, a escola
Gineteando a geografia,
A rebencaços na matemática
Atento ao que o mestre dizia.
Galopeando páginas com esmero
Mesmo com olhos pressagos
Revivendo toda a glória
Da história do nosso pago.
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Seguindo o
rastro da cultura
Fiz parte da vida povoeira.
Mais tarde voltei às origens
Como as aves viageiras.
Povoeiro? Hoje sei que não sou
Embora o progresso que me insiste.
Sou cerne cravado na coxilha
Que ao tempo e rigores, resiste.
Tenho
raízes dos avós
Que me prendem sobre o capim,
Pra continuar sendo como eles
Raiz aos que virão de mim. |