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ALMA DE GAÚCHO
(Buenas - Maio de 2008)

Por Orlando Torinelli

A Trote

- Patrão Paim com loja nova no Supermercado Giassi, que inaugurou semana passada.....
- Como ele é craque  em matéria de fotografias, sem medo de errar, sua loja será sucesso na certa.
- A temporada de rodeios começou com todo vapor....
- Será que nossos patrões, de CTGs. Catarinenses, terão mais juízo nas contratações de bailes e shows?
- Todos nós devemos zelar para que nosso tradicionalismo continue puro e sem modismos, sem sertanejos, sem maxixe, sem gineteada em touros... mas com muita música gaúcha da boa, muita gaita, viola, alegria, tiros de laços, cavalos crioulos e muito mais....coisas lindas por demais, chê!
- Grupo Os Serranos de meu amigo Edson Dutra, um dos poucos que mantêm a pilcha completa em seus bailes e shows, além de preservar em seu repertório a legítima música gaúcha,  chega neste 2008 aos 40 anos de carreira. Muitos outros anos ainda virão para a felicidades de seus fãs.
- Diretor e gaiteiro de grande grupo gaúcho, me confidenciou a uns dois anos que o bugiu não vendia mais CD. Ouvindo seu disco novo chega a dar dó. Me reservo o direito de omitir o nome do grupo.
- Será que o Paulo (Grupo Reponte) está conseguindo caçar os tatus, ou só está roubando milho verde em sua bicicleta “Véia”. rsrs.
- Falar em “véia” já estou com saudade de um bailão com o Porca Véia....dá gosto de ver o taura tocar.
- Mês que vem, tó aqui!

Colorada letra

Olha a faca de bom corte,
Olha o medo na garganta
O talho certo e a morte,
No sangue que se levanta.

Onde havia o lenço branco,
Brota um rubro de sol por
Se o lenço era colorado,
O novo é da mesma cor.

Quem mata chamam bandido,
Que morre chamam herói
... o que dói em quem morre,
Na mão que abate não dói.
Era no tempo das revolução,
Das guerra braba de irmão contra irmão,
Do lenço branco contra os lenço colorado,
Dos mercenário contratado a patacão.

Era no tempo que os morto voltava,
E governava os vivo até nas eleicão.


Era no tempo dos combate a ferro branco,
Que fuzil tinha muy pouco e
Era escassa a munição.

Era no tempo do inimigo não se poupa,
Prisioneiro era defunto,
E se não fosse era exceção.


Botavam nele a gravata colorada,
Que era o nome da degola
Nesses tempos de leão

(Apparício Silva Rillo). 

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