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GERAL (Buenas - Maio/Junho  94)

Se tens coração gaúcho, doe teus órgãos,
e dê vida aos teus irmãos de pátria

Por ocasião da 36ª Convenção Tradicionalista, foi lançada pelo Departamento Jovem do MTG/RS, a "Campanha de Doação de Órgãos".
No Rio Grande do Sul, há atualmente 5 (cinco) centros de transplante de rim, 1 (um) de pulmão, 3 (três) de córneas e 2 (dois) de coração em condições de receber órgãos conseguidos através da Coordenadoria de Transplantes.
Atualmente, só na região do Planalto existem mais de 200 (duzentas) pessoas necessitando de órgãos e a última doação recebida até o presente momento foi em setembro de 1992, segundo informações da Fundação Gaúcha de Dependentes de Transplantes de Órgão de Passo Fundo. Isso mostra o descaso da população para com seus semelhantes. Não encontramos explicação para este fato, poderíamos pensar em egoísmo, individualismo, entretanto, preferimos acreditar que seja por falta de divulgação, orientação e educação do povo.
A possibilidade da realização de transplantes representa uma perspectiva de sobrevivência para muitos pacientes. Entretanto, a carência de órgãos de constitui no maior problema para aqueles que estão na fila de espera. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul é um estado privilegiado em relação à doação de órgãos, pois aqui são realizados três vezes mais transplantes que no resto do País. Apesar disso, esse êxito corresponde a um terço das necessidades gaúchas.
As estatísticas demonstram que cerca de 600 pessoas morrem por ano, com problemas no coração, no pulmão ou no fígado, porque não fazem transplante.
Doar órgãos é uma atitude que exige desprendimento e solidariedade. Para que uma doação de órgãos se efetive é necessário, em primeiro lugar, que seja diagnosticada a morte cerebral. A partir deste diagnóstico é necessária a autorização da família para que a doação se viabilize.
Transplantes se fazem necessários em momentos difíceis para a família do doador, momento em que ela encontra-se estressada e sem condições psicológicas para tais decisões. Assim, 80% (oitenta por cento) das não doações são em virtudes das "barreiras médicas e familiares".
A Coordenadoria de Transplantes atua no contato com familiares do possível doador, mobiliza as equipes de remoção de órgãos, providencia a transferência do doador para o hospital em que serão removidos os órgãos, encaminha o material para os testes imunológicos no HPCA e acompanha os resultados dos transplantes através de informações fornecidas pelos Centros de Transplantes. Isso tem por objetivo um aumento no número de doações e um melhor aproveitamento na retirada de múltiplos órgãos, visando diminuir o número de pacientes em lista de espera para transplante, o que faz ao receptor uma melhor qualidade de vida com menor custo social.
Para superar estas dificuldades, o ideal seria as pessoas doarem seus órgãos em vida. Com esse objetivo, o Departamento Jovem do MTG/RS juntamente com os Departamentos Jovens Regionais e Interregionais estão recebendo todo o apoio das secretarias de Saúde dos municípios, que fornecem, prestimosamente o material necessário para receber as doações e divulgar a Campanha de Doação de Órgãos em todo o Rio Grande do Sul. Sendo assim, a doação de órgãos é uma atitude em defesa da vida.

Nós gaúchos de Santa Catarina, com certeza vamos seguir o exemplo. Parabéns, Rio Grande!!!

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