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POESIA
(Buenas - Outubro/Novembro/96)

Prendinha

Sou um fruto do amanhã,
Sou a prendinha do pago.
No meu coração eu trago
Uma beleza interior,
De cultivar e dar valor
À vida e à virtude,
Vivendo na plenitude
Da paz, carinho e amor.

Embora sendo pequena
E crescendo devagarito,
Vou fazendo aos pouquinhos
O servicinho caseiro.
Ajudo Mamãe primeiro
E ela fica mui contente.
Mesmo sendo um pingo de gente
Cantando varro o terreiro.

Uso uma flor no cabelo
E um vestido de prenda,
Muito bonito de renda
Pra dançar lá no salão,
Um xote, ou vanerão
E sarandear mui contente,
Mostrando pra toda gente
Como é linda a Tradição

Rubens Alves Vieira
Outro Canto/1995

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