
Olga Inês Peters - Outubro/2000
Buenas! Acá estoy pronta a hablar de nuevo, de nuestras
tradiciones que nos acercam de nuestros hermanos, pero que tienen algunos costumbres que
reservan sus particularidades.
Hoy vamos hablar sobre "el mate", "o nosso chimarrão".
Aproveitando o encanto da colocação das palavras na poesia de Miguel Bica, "madrugo
mates na ciranda de uma cuia, que é o sangue verde do Rio Grande que há em nós"...
Este costume que aproxima amigos, que enfatiza e alarga as prosas de galpão, pude ver com
muito mais intensidade no Uruguai, onde todos apreciam este verde-amargo. Mulheres e
homens, adolescentes, jovens e veteranos, carregam a sua cuia, "um porongo
pequeno", junto à sua térmica, e no trabalho nos colégios, nas ruas, de a pé, de
auto, moto ou bicicleta, vão sorvendo o seu mate; cada um usando a sua cuia.
Observei muito este costume, e posso atribuir a este o movimento das praças, adultos
sentados, mateando e conversando tranquilos, enquanto crianças brincam contentes,
preservando as antigas brincadeiras, cantigas de roda, que não só contribuem para a sua
cultura educacional, como também permitem que vivam de maneira pura a mais bela de todas
as fases, a que molda a nossa personalidade, a infância.
... Os adolescentes sentados nos bancos que há em frente às casas, mateiam enquanto
conversam com "la barra", a turma, só que estas "charlas", animadas
por um mate, devem ser muito mais proveitosas, do que as de uma "turma" de
adolescentes, sentados no capô de um carro, com um roque no último volume, animando nas
conversas com inúmeras latinhas de cerveja.
Vamos resgatar nossas tradições, ensinar nossas crianças a orgulharem-se de
"nossos" costumes. Talvez, se tivéssemos mais tempo para matearmos com nossos
filhos, eles também não teriam tanta pressa e viveriam intensamente cada uma das etapas
de sua vida, sem queimarem "fases" com modismos enlatados, que só contribuem
para a degradação dos nossos valores.
Li certa vez de um grande pensador, esta frase que me acompanha até hoje: "É lindo
ver um homem orgulhar-se do lugar onde vive, mas mais bonito ainda é ver um homem viver
de tal maneira que a sua terra se orgulhe dele". Quem sabe se valorizarmos mais
nossas tradições façamos com que nossos costumes venham a renascer nos corações de
nossos filhos, para que num futuro, talvez não distante, possamos orgulhar-nos também
por termos contribuído para a formação de homens sensíveis às beleza de sua terra e
sua gente, homens autênticos livres e sobretudo, verdadeiramente felizes. |